sábado, 6 de fevereiro de 2010

O caminho é bastante conhecido, apesar do negrume da madrugada cobrir tudo, como veludo negro.
Ao lado da estrada tantas vezes percorrida, entre os vultos ágeis das árvores, as luzes das poucas casas simples piscam de forma irregular, como código morse.
Ele sabe que qualquer um que se atreva a olhar pela janela seria capaz de vê-las e que tal singela beleza talvez não fosse possível somente sob seu olhar, mas ainda dá um última olhadela antes de virar-se em busca de uma boa noite de sono - e enquanto o seu destino ainda parece distante.
Adormece, por fim. Mas não a tempo de perceber que as mesmas luzes combinadas às mesmas árvores ainda piscarão incontáveis vezes para outros tantos viajantes insones.

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