domingo, 10 de janeiro de 2010

O que passa por você agora?



Esse eu postei no Facebook, mas era para o Mente Acesa, originalmente.

É o tipo de fenômeno que acontece com todos, mas que não necessariamente pode ser chamado de fenômeno. Quero dizer, é comum demais para ser definido como tal. Tão comum que sob a percepção humana é mero fulgor, calor, agitação.
Quando ideias surgem à nossa frente, penetram nossa fronte e acendem nossa mente, simplesmente atravessam, acabam. Ou pior: resvalam e voltam pro nada de onde vieram. É um crime! Um genocídio!
Digo isso por perceber o farfalhar de páginas antigas que as ideias se tornam ao redor das pessoas; um revirar incessante de anotações incompletas ou inexistentes. Alguns reclamam, choramingam, ou se culpam. Não sei se adianta.
A questão é que não criamos ou consumimos criações por teimosia, por insistência e eterno ode às convenções. Há quem prefira não pensar em nada em certos momentos, ou negar fazê-lo, por exemplo. Há outros: aqueles que ignoram novos e remendados pensamentos - pequenos ou não - por pura implicância ou incapacidade de nomear tal ação como ofício.
A verdade é que somos perenes, perdemos tempo rotulando tudo e empoeirando nossas instantes, sendo que a maior dádiva é a dúvida latente às novas e inéditas ideias.

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