quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Fred, a fraude escatológica

Fred, quando pequeno, como todo brasileiro, aprendeu a gostar de bunda.
Foi seu pai quem o ensinou a catalogar na mente cada tipo de mulher através da análise atenta do derriére. Ou bunda mesmo, como preferir.

Alguns anos mais tarde, Fred se deu conta de que aquilo não funcionava. Afinal, seu velho era só um marido aborrecido com a falta de novidades e rigidez dos glúteos da esposa. Mal sabia ele quem era o bunda mole.
Logo, então, Frederico percebeu que ficar à espreita analisando curvas femininas não era muito proveitoso. Gostava de dizer que bom mesmo sera "incluir carne no banquete", apesar de ter matado essa tal "fome" apenas uma vez. Uma única, desprezível e inesquecível vez com uma meretriz, aos quatorze anos de idade.

Enquanto o sonhado "banquete" não acontecia, porém, cada peripécia erótica dos amigos era como um prego na sua cruz. Sentia-se o último no ranking dos "homens bem sucedidos" mesmo jurando ser um grande "comedor", uma mentira tão grande que, somada à fama de inexperiente, lhe rendeu alcunhas indigestas. Uma delas, inclusive, ele próprio achava criativa: Fred Fraude, ou só Fraude mesmo.

Sim, ele era uma enganação ambulante cuja chance de se tornar o tão sonhado degustador de mulheres ia passando a cada dia.

Tanta mulher, tantas curvas e sabores para experimentar e ele, ali, descreditado, inseguro e inocente num mundo onde todos pareciam transar numa imensa e assustadora orgia sob o céu... Beiraria o asco se ele não quisesses fazer parte daquilo.

O tempo passou.

E, num belo e primaveril dia de ócio puro, ele descobriu a internet.
A partir dali, nunca mais foi o mesmo. Eram sempre ele, cinco dedos e quantas bundas quisesse!

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E a saga de Fred? Freud explica?



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